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Assinar em Portugal à Distância

Para documentos do dia a dia, uma assinatura eletrónica qualificada é suficiente. Tem o mesmo valor jurídico que uma assinatura manuscrita em toda a UE. Se tiver um cartão de residência português, é possível que já tenha acesso a este recurso através da Chave Móvel Digital sem sequer o saber.

Para documentos que exigem maior formalidade — como documentos bancários, alguns contratos ou procedimentos oficiais — pode recorrer ao reconhecimento de assinatura num consulado português. Assina presencialmente no consulado português no seu país e a assinatura é reconhecida para utilização em Portugal. É mais demorado, mas seguro.

Para transações imobiliárias e qualquer ato que exija intervenção notarial, o instrumento adequado é uma procuração. Concede poderes específicos a alguém da sua confiança, normalmente um advogado, que assina em Portugal em seu nome. Quando devidamente preparada, uma compra de imóvel pode ser realizada desta forma, desde a reserva até à entrega das chaves, sem que tenha de apanhar um avião.

Há dois erros comuns com procurações. O primeiro é torná-las demasiado abrangentes, concedendo poderes gerais quando apenas era necessário autorizar um ato específico. O segundo é esquecê-las depois da operação. Uma procuração não caduca automaticamente só porque a operação terminou. Conceda poderes limitados e revogue a procuração quando já não for necessária.

A pior opção — e que ainda vejo com frequência — é assinar em casa, digitalizar e esperar que seja suficiente. Para documentos importantes, uma cópia digitalizada da assinatura é a opção juridicamente mais frágil de todas as anteriores.